Espetáculo de fim de ano 2025 - Museu Oscar Niemeyer
Neste encontro, celebramos um ano que se encerra, com todos os fios de vida, de afeto e de descoberta que a Escola Terra Firme vem tecendo ao longo dos anos.

Apresentação da ginasta Domitila Hedeke Tamplin, formanda do 9º ano.
Hoje nos reunimos aqui como quem se achega ao pé de uma grande árvore, para observar, sentir a sombra, o vento, a música que passa entre as folhas. Neste ciclo, escolhemos caminhar guiados pela frase que ecoou em cada sala, em cada projeto, em cada escuta: “Eu sou porque nós somos”. É uma frase que não se esgota. Ela se expande como o bambu, que nasce silencioso, cresce em comunidade e nos ensina sobre resiliência, flexibilidade, união, partilha e respeito aos tempos de cada um. Aprendemos com ele que ninguém se sustenta sozinho: são as raízes que se abraçam debaixo da terra que permitem que a floresta se erga inteira.

Hoje, cada apresentação é um capítulo. Cada música é um sopro de vida. Cada gesto é um convite para lembrar que não caminhamos sós. Somos humanidade sendo tecida em cada criança que passa por aqui. Somos raiz e voo. Somos encontro. Somos coletivo.

Há lugares que nos lembram que tudo está conectado, como se cada movimento dependesse do movimento ao lado. Assim é o mar. Assim somos nós. No encontro entre marés, seguimos para o mundo aquático, onde cada peixe, cada onda e cada brilho existe em relação ao outro. Mergulhar nesse universo é entrar num espaço de leveza, onde cores se espalham como reflexos e os peixes ensinam que todo ritmo nasce do encontro.
O Grupo 1 explorou o projeto “Tchibum no mundo aquático”, descobrindo um lugar cheio de pequenas maravilhas: conchas que guardam histórias, pedrinhas que brilham na luz, ondas que convidam a olhar com calma e curiosidade. Ali, perceberam que a água acolhe, embala e transforma. Encontraram caminhos que surgem para quem observa devagar: o movimento de um cardume, o rastro de um peixinho, a dança das algas, a vida que pulsa no profundo. E, nesse ambiente de descobertas, onde tudo flui em conjunto, o olhar se amplia e revela que cada gesto só ganha sentido porque está ligado ao outro. Apresentamos as crianças do Grupo 1 e as professoras Damaris e Lili.

Deixamos a imensidão do mar e caminhamos para um território onde cada cor encontra espaço para brilhar. O Grupo 2 nos convida a entrar num mundo onde a diversidade não só existe, mas é celebrada. Cada gesto revela um modo único de estar no mundo, cada sorriso guarda um jeito próprio de sentir, e cada criança carrega um universo inteiro. Quando esses universos se encontram, formam um mosaico vivo que nos lembra o valor da convivência.
Neste projeto, as crianças descobriram que ninguém é igual ao outro e que justamente por isso o mundo é tão bonito. Aprenderam que o respeito nasce da escuta, que a empatia cresce no encontro e que o acolhimento transforma ambientes e pessoas. Nesse cenário de cores, ritmos e identidades, seguimos a travessia, compreendendo que olhar o outro com delicadeza é abrir espaço para imaginar novos mundos. Vamos assistir às crianças do Grupo 2, das professoras Cecília e Gi.

Entramos num lugar onde o real e o fantástico caminham juntos. Basta fechar os olhos para que portas se abram, castelos apareçam e as palavras se tornem caminhos. O Grupo 3 percorreu o Mundo da Imaginação como quem folheia um livro vivo, onde cada página cria um cenário e cada criança se transforma em contadora de histórias. Ali, aventuras surgiam de todos os cantos: um fantasma tímido rondava uma casa curiosa, um livro insistia para não ser aberto, vizinhos ganhavam vida com seus mistérios e um menino que colecionava guarda-chuvas parecia guardar tempestades no peito. Esses mundos se misturavam sem ordem, porque a imaginação não segue linha reta; ela dança, se expande e se transforma.
É a arte de ver além, de transformar o comum em extraordinário e perceber que cada história abre caminho para muitas outras. A imaginação ilumina e prepara o espírito para explorar. Vamos assistir às crianças do Grupo 3, da professora Giovana.

Levantamos voo. Dentro de um balão colorido, grande como a curiosidade das crianças, o Brasil se revelou lá do alto: rios que desenham caminhos, florestas que respiram, cidades cheias de histórias.
Os 1ºs anos se tornaram Investigadores do Brasil, explorando cada detalhe como quem abre um tesouro. Descobriram que o país é feito de encontros, povos, ritmos, culturas, memórias e que investigar é perguntar, observar e ouvir o que o tempo guarda. Perceberam que somos parte de algo maior, uma construção coletiva que segue se formando. E quando o balão pousa, a viagem continua dentro de nós. Apresentamos as crianças dos 1ºs anos com as professoras Carla, Ana Flávia, Vanessa e Nice.

Viajar pelo mundo é descobrir que existem muitos modos de existir. É aprender que, por trás de cada gesto, tradição e celebração, há um povo guardando memórias que atravessam gerações. Memórias de origem, luta, alegria e pertencimento. Compreendemos que nenhuma cultura é maior ou menor: cada uma carrega saberes antigos e jeitos únicos de ver e celebrar a vida. Quando reconhecemos isso, percebemos a grandeza de viver em um mundo que floresce na diversidade.
As crianças do 2º ano embarcaram nessa travessia com o coração aberto e o olhar curioso. Aprenderam que o respeito nasce da escuta, que acolhe sem pressa e observa sem julgamento. Descobriram que a cooperação surge na convivência, quando cada um aprende com o outro e constrói junto. E entenderam que a empatia é sempre o caminho, porque aproxima, acolhe e cria pontes. Que sigamos com elas nessa viagem simbólica, reconhecendo a pluralidade que nos forma e nos une. Quando olhamos o outro com verdadeira abertura, também somos transformados. Apresentamos as crianças do 2º ano e as professoras Patrícia e Duda.

Quando entendemos que só florescemos de verdade quando alguém nos acompanha, percebemos que todos carregamos pequenas necessidades invisíveis, pequenas buscas. E então nasce a pergunta: de que fome somos feitos? Há a fome que mora na barriga, mas também a fome de aprender, experimentar e crescer.
O 3º ano explorou esse tema com curiosidade, percebendo que fome não é só falta, é movimento, impulso e vontade de seguir adiante. No processo, refletiram sobre o que realmente nos alimenta: afeto, presença, cuidado e acolhimento. Descobriram que comer é mais que um ato, é encontro e história compartilhada. Compreenderam ainda que cada um tem sua própria fome: de abraço, de amizade, de atenção, de coragem. E que, quando dividimos o que temos, ninguém passa necessidade. As crianças nos lembram que alimentar o outro é um jeito de existir. Vamos assistir às crianças do 3º ano, da professora Rafaela.

Há caminhos que se abrem quando cada criança percebe seu contorno, o que sente, pensa e deseja, e descobre que ele se une ao de quem caminha ao lado. Assim foi com o 4º ano: um tempo de descobrir a si e o espaço entre um e outro, onde nascem os encontros. Eles entenderam que cada gesto do “eu” ecoa no “nós”, que a palavra acolhe, que a mão aproxima e que a escuta une. Compreenderam que crescer é deixar que a presença do outro amplie quem somos.
Desse movimento nasce o jardim que hoje se apresenta: um jardim que floresce quando as diferenças se acolhem e cada um encontra lugar para existir e pertencer. E, como em todo jardim vivo, eles perceberam que há momentos de tristeza e momentos de alegria e que, quando esses instantes surgem, é o coletivo que nos alegra, porque é no estar junto que tudo volta a florescer. Vamos assistir às crianças do 4º ano, da professora Mariana.

Há buscas que começam pequenas: um desejo, uma curiosidade, uma vontade de entender o mundo, e, quando percebemos, já nos levaram a lugares profundos. Assim como quem procura o que alimenta por dentro, somos guiados ao que sustenta e permanece: nossas raízes. Raízes presentes na história do Brasil, nas tradições que atravessaram oceanos e nas memórias que resistiram a encontros, dores e esperanças. Somos feitos de mistura, de povos, ritmos, idiomas e gestos que ecoam há séculos. E, para que essa multiplicidade ganhe corpo na dança, representamos as águas em tons de azul, as florestas em tons de verde e os pássaros em seus coloridos. Imagens que se misturam e revelam a vida que brota dessas raízes.
O 4º ano percorreu esse território simbólico, reconhecendo origens e percebendo que a diversidade não separa: sustenta. Vamos assistir às crianças do 4º ano, dos professores Juliana e Emer.

Depois de revisitarmos o que nos funda, as histórias, misturas e memórias que vivem em nossas raízes, deixamos que esse solo profundo nos conduza ao próximo movimento. Toda raiz tocada desperta um fluxo, um chamado para seguir e compreender como tudo se transforma e retorna. Entramos no território dos ciclos, que lembram que nada começa do zero e nada termina sozinho. Crescer é perceber o caminho: os passos que fizeram sentido porque foram acompanhados, os desafios que ficaram mais leves quando partilhados e as alegrias que se ampliaram porque houve alguém para celebrá-las junto. Há ciclos que ensinam coragem, outros a espera e outros ainda a confiança no tempo das coisas. Assim como raízes entrelaçadas sustentam o que floresce, os ciclos revelam as conexões que permanecem: amizades que se fortalecem e convivências que viram memória afetiva. Somos feitos desse movimento entre origem e percurso, entre o que nos formou e o que seguimos construindo juntos. Apresentamos a turma do 5º ano da professora Damaris.

Encerramos esta tarde voltando ao pé da nossa grande árvore, onde tudo começou. Agradecemos às famílias por serem sombra, terreno e raiz nessa caminhada que fazemos juntos. À toda essa equipe maravilhosa de professores, colaboradores, coordenadores e nossas crianças, pois cada um deles faz a escola ser o que é. Incluímos aqui, com todo carinho, Sandra Cornelsen, Ana Carollina, Maria Augusta e Francesca, que sustentam, com força e sensibilidade, a alma da nossa escola e as convido para subirem ao palco.

Rogeria Holtz, Francesca Amariz, Ana Carollina Brofman e Sandra Cornelsen.
Convidamos a todos para cantar o Hino da Escola Terra Firme, de autoria de Susi Monte Serrat.

Ficha técnica do espetáculo
Direção e roteiro: Kelly Munhoz
Direção musical: Cauê Menandro
Músicos professores: Fabrício Amaral e Cauê Menandro
Músicos convidados: Caio Guimarães e Rogéria Holtz
Convidada especial: Domitila Hedeke Tamplin
Apresentação: Rogéria Holtz
Iluminação: Rodrigo Ziolkowski
Som: Luigi Castel
Vídeo: KDVC Films
Fotografia e edição: Gilson Camargo
