A maioria dos problemas de aprendizagem - exceto os de causa fisiológica (visão, audição, mental e outras) - tem um fundo emocional e é conseqüência de conflitos mal resolvidos. “É a partir desta idéia simples que se desenvolveu a Psicomotricidade Relacional”, conta Anne Lapierre, que junto com o pai, o francês André Lapierre, desenvolveu essa prática educativa. Ela esteve ontem, em Curitiba, para visitar a escola Terra Firme, que atua com o método. “Trabalhamos os comportamentos relacionais das crianças em situações de jogo espontâneo e não verbal”, explica Anne. No processo, a criança tem oportunidade, brincando com objetos simples como bolas, cordas e outros, de exprimir suas fantasias e libertar suas pulsões – mesmo as agressivas – com o máximo de permissividade e o mínimo de proibições. “Assim, podemos ajudar a criança a construir a estrutura da sua personalidade. Brincando, ela descobre seus limites e potencialidades”, diz. Para saber mais sobre Psicomotricidade Relacional, procurar o CIAR, que forma profissionais na área. O telefone é (41) 343-6964.
Jornal Primeira Hora